O dia em que nada vai mudar. Tenho ouvido muito disso por aí.
Se as pessoas que optam por ficar em casa, saíssem e fossem cumprir o seu direito, se a taxa de abstenção não representasse mais de 40% da população portuguesa*, talvez as coisas já tivessem mudado um pouco, há muito tempo.
Não querem votar em nenhum partido? Votem em branco!
Ganham sempre os mesmos? E vocês nem curtem daqueles gajos? Tudo bem. Ajudem os pequenos a ter mais representantes na Assembleia. Votem nos pequenos.
Podemos não conseguir mudar tudo. Mas podemos mudar um pouco. Uma proposta de cada vez, um referendo de cada vez, como já aconteceu, aqui e ali. Pequenas mudanças que, às vezes, fazem a diferença. Um homem, uma mulher, uma opinião que pode mudar tudo, mesmo que a uma escala mais pequena.
Façam como quiserem, mas não fiquem em casa. Ficar em casa é deixar que os outros decidam por vocês. É deixar que o partido vencedor não seja um reflexo da opinião dos portugueses. Como sabemos qual seria o favorito, se o povo fica calado, a cismar entre as paredes da sua casa?
O nosso povo lutou por uma democracia. Mulheres, em todo o mundo, manifestaram-se pelo direito ao voto. Um direito conquistado com sangue, suor e lágrimas de gerações anteriores. Eu vou honrar essa luta. Vou cumprir o meu dever, enquanto cidadã livre e enquanto mulher. Eu vou votar!
*41,10%, nas eleições de 2011; 3.875.022 portugueses que não votaram
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